Recomendações – Para Começar

Recomendações – Para Começar

As recomendações de jogos de tabuleiro estão sujeitas, como tudo no entretenimento, à subjetividade dos gostos pessoais. Mas tendo em conta o relativamente elevado custo de entrada de um jogo, para quem está a começar convém ter uma orientação melhor do que julgar o livro pela capa.

Os jogos de tabuleiro podem atingir níveis de complexidade assustadores para quem para eles olha pela primeira vez. Mas com uma aproximação gradual e familiarização aos mecanismos recorrentes dos jogos modernos, até o tabuleiro mais repleto de números e figuras começa a fazer sentido.

Com os seguintes títulos procurámos dar alguns exemplos de jogos com mecanismos que possam ser facilmente explicados e que sirvam de introdução, mas também que tenham capacidade de cativar os jogadores para o hobby, seja pelo desafio, pela interação ou pelo tema.

E como quem mais uso poderá fazer desta lista é mesmo que está a começar, fica uma recomendação importante. Atenção à língua do jogo. Apesar de o mercado estar a crescer e as edições nacionais a despontar cada vez mais, muitos jogos estão em inglês ou possivelmente noutras línguas.
Na página de cada jogo é também possível consultar o nível de dependência de língua que o jogo tem. Muitas vezes, apesar de as regras estarem em inglês, depois de o jogo ser explicado, este trabalha apenas com símbolos, não sendo necessário que os jogadores compreendam outras línguas.

Catan

Está visto que não vamos reinventar a roda com esta lista. Mas há uma razão para alguns jogos manterem a popularidade muito tempo depois do seu lançamento. Catan é um excelente jogo de transição entre os jogos clássicos, principalmente o Monopólio, e os jogos modernos.
Mantém o dado e a sorte, mas mostra que este pode servir para mais do que ditar as casas que alguém se move. Mantém as trocas entre jogadores, mas oferece agência no que fazer com o que temos em mão. Queremos ainda transformar as nossas ‘casas’ (vilas) em ‘hotéis’ (cidades), mas não vamos depender de alguém lá parar para ganhar os pontos.
Como ponto de partida, o que Catan oferece é diversão sem complicações, ao mesmo tempo que subtilmente aumenta o ‘vocabulário’ do novo jogador em relação às ferramentas dos jogos de tabuleiro modernos.

“Em Catan, jogadores tentam ser a força dominante na ilha de Catan contruíndo vilas, cidades e estradas. Em cada turno são rodados dados que determinam que recursos a ilha produz. Os jogadores recolhem recursos (cartas) – madeira, trigo, barro, ovelhas ou pedra – para desenvolver as suas civilizações para chegar aos 10 pontos de vitória e ganhar o jogo.”

BoardGameGeek

 

Stone Age

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É uma ótima introdução aos jogos de alocação de trabalhadores. Simples, com um tema interessante e arte cativante, é um clássico que continua atual.

“Em Stone Age, os jogadores vivem na idade da pedra, tal como os nossos antepassados o fizeram. Eles recolhem madeira, partem pedra e lavam o seu ouro do rio. Eles trocam livremente, exapandem a sua aldeia e atingem novos níveis de civilização. Com um balanço entre sorte e planeamento, os jogadores competem por comida neste tempo pré-histórico.”

BoardGameGeek

Carcassonne

É a epítome do ‘fácil de aprender, difícil de dominar’. Para jogar Carcassonne só é preciso saber alinhar extremidades de terreno iguais e onde dá pontos colocar os ‘meeples’. Mas toda a ramificação estratégica possível quando as oportunidades começam a abrir e os jogadores a entrar em competição por pontos importantes, mantém o seu interesse todas as vezes que vai à mesa.

Carcassonne é um jogo de colocação de peças em que os jogadores tiram uma peça com uma paisagem do sul de França. A peça pode apresentar uma cidade, uma estrada, um mosteiro, um campo ou alguma combinação destes elementos, e deve ser colocada adajacente a peças que ja tenham sido jogadas, de maneira a que cidades fiquem conectadas com cidades, estradas a estradas, etcetera. Depois de colocar a peça, o jogador pode então decidir colocar um dos seus meeples numa das áreas desta: na cidade como cavaleiro, na estrada como ladrão, no mosteiro como monge, ou no campo como agricultor. Quando essa área é completadas, vale pontos para quem a controla.

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Love Letter

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Bom para qualquer altura com qualquer grupo. Rápido, divertido e simples de ensinar.

“A princesa está à procura de um pretendente. Tens que lhe fazer chegar uma carta de amor através de aliados, nobres e familiares. Jogando cartas à vez, os jogadores irão utilizar as habilidades destas figuras na vida da princesa para enganar e superar os adversários e ser o pretendente que consegue entregar a carta. Quando um número de marcadores de sucesso são adquiridos, esse jogador vence.”

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My Little Scythe

O jogo foi desenhado com as crianças em mente, mas esta adaptação simplificade do excelente ‘Scythe’ tem sumo suficiente para ser desfrutado por um grupo de adultos sem complexos em ganhar pontos numa barra chamada “amizade”.

“My Little Scythe é um jogo familiar competitivo onde cada jogador controla duas miniaturas de animais numa aventura ao Reino de Pomme. Num esforço para ser o primeiro a ganhar 4 troféus de entre 8 categorias possíveis, os jogadores escolhem à vez uma das opções Mover, Procurar ou Fazer. Estas ações permitem aos jogadores aumentar a sua amizade e as suas tartes, melhorar as suas ações, completar demandas, aprender feitiços mágicos, entregar pedras preciosas e maças ao Castelo Everfree, e talvez entrar numa luta de tartes.”

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Sagrada

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Sagrada é simplesmente lindo. Melhor ainda, é muito interessante de jogar. É um puzzle competitivo cuja estratégia se revela mais intricada a cada jogo, resultando a experiência em espremer mais um pontinhos na tabela final.

“Escolhe dados à vez e usa ferramentas em Sagrada para contruír cuidadosamente magníficos vitrais. Cada jogador cointrói o seu próprio vitral com uma grelha de dados coloridos. Cada grelha tem restrições nas cores e valores na colocação de dados. Dados da mesma cor não podem ser colocados lado a lado. Em cada ronda os jogadores escolhem dados à vez, para colocar no seu vitral e no final a pontuação é variável de jogo para jogo, dependendo de padrões criados, assim como outros requerimentos e bónus.”

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7 Wonders

Em 7 Wonders vamos desenvolver uma civilização escolhendo cartas benéficas para nós, enquanto procuramos negar cartas que eles precisam aos oponentes. Contrução de tableau é aqui um mecanismo introduzido de forma simples e temática num jogo rápido e que pode encaixar até 7 jogadores.

“Lidera uma das sete grandes cidades da Antiguidade. Desenvolve a tua civilização a nível militar, científico e económico. Uma vez construída, irá a tua Maravilha trazer-te glória em milénios vindouros? Sem tempo morto, diversão renovada a cada jogo e balanço perfeito independentemente do número de jogadores.”

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Lords of Waterdeep

https://boardgamegeek.com/image/2574365/lords-waterdeep

Tal como Stone Age, introduz muito bem o mecanismo de alocação de trabalhadores, com um tema de fantasia medieval de Dungeons&Dragons.

“Em Lords of Waterdeep, um jogo de estratégia para 2 a 5 jogadores, tomas o lugar de um dos Lordes de Waterdeep, que puxam secretamente os cordelinhos da cidade. Através dos teus agentes, recrutarás aventureiros para ir em demandas em teu nome, ganhando recompensas e aumentando a tua influência sobre a cidadde. Exande a cidade comprando novos edifícios que abrem novas possibilidades de ações no tabuleiro, e atrapalha – ou ajuda – os outros lordes jogando cartas de Intriga para realizar os teus cuidadosamente calculados planos.”

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Sushi Go!

Mais um jogo de cartas leve, rápido e portátil, que nos põe a colecionar conjuntos de sushi utilizando a mesma mecânica de passar as nossas cartas aos adversários de 7 Wonders.

“No super-rápido jogo de cartas Sushi Go!, estás a comer no restaurante de sushi e a tentar agarrar a melhor combinação de pratos à medida que eles passam. Ganha pontos colecionando o maior número de rolos de sushi or juntando um conjunto completo de sashimi. Mergulha o teu nigiri favorito em wasabi para triplicar o seu valor! Quando acabares de comer tudo, termina todo o pudim que tiveeres! Mas tem cuidado que tipo de sushi deixas os teus amigos levarem; pode ser exatamente aquilo que precisam para te derrotar!”

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